terça-feira, 17 de julho de 2012

Sem regras, só felicidade





Não ligar no dia seguinte, esperar ao menos uns três dias para dar um sinal de vida. Não, melhor não, uma semana. Isso, uma semana é bom. Quando ver ele online esperar que ele fale. Seja bem-vindo orgulho, não deixe que se caia em tentação essa vontade gritante de ver, de beijar, de se entregar. Suma quando brigarem. Não se entreguem logo na primeira vez, nem na segunda. Só quando começarem a namorar, afinal, o que ele irá pensar? Quando passar por ele em uma festa dê apenas um sorriso de canto de boca
- nada muito emocionado e nem muito frio pra não parecer que não quer nada; na medida. Atitudes que venham dele, por favor. Namorar só depois de alguns meses, casar só depois de anos. 

Sentimentalismo, ansiedade em pessoa, impulsiva por natureza. Intensidade que faz o coração palpitar e gritar, clama por um foda-se aos padrões da sociedade. Seguir regras, pra mim, sempre foi um suplício.
Digo não a sociedade que tenta nos moldar, não aos pré-requisitos impostos sei lá por quem e desejo bem longe de mim quem acha que assim é o certo. Não existe o certo e o errado. Existe as suas, as minhas vontades. O meu e o teu querer.  Ditadora das minhas próprias regras, sempre as reformulo de acordo com meu humor, a pessoa em questão e o assunto que os rondeia. Os meus jogos de baralho sempre sofrem mudança, a regra clara a qual sempre levo em conta é o que levará a minha felicidade. Se vou errar ou acertar não sei. Aprender, quem sabe.

Se está com vontade vai lá e faz. Foda-se os outros. Eles não trazem felicidade. Eu, você; nós, sim.  Não possuo a frieza de quem se basta, tampouco o escárnio a quem segue a cartilha das meninas, apenas repreendo. Repreendo quem não se deixa ser do jeitinho que é, quem se limita por seguir os mandamentos da sociedade: Não amar demais, demonstrar de menos, falar pouquinho, parecer comportada e bem adestrada, mesmo quando na realidade não se é. Não, não acredito em onipotência. O amor-próprio isoladamente não enaltece a alma, não abranda a chama, não cultiva a existência. Ter a intuição como atriz principal quando nós mesmo só conseguimos coadjuvar torna-se necessário ao longos dos anos que passam. Crer mais no que sentimos internamente, na bondade de com quem nos relacionamos, no contorno que a vida dá aos dias é essencial.

Que assim seja as nossas escolhas: livres e de alma e vontade em chamas. Sem rodeios, quebrando preconceitos e de nariz empinado mesmo para quem quiser julgar nossas escolhas em prol às regras que nos foi imposta. Não há espaços para atuação, teatro não convém aqui. Deixemos a insanidade entrar, as vozes ao invés de falar, gritar, deixar o coração sair pela boca por não calcular as palavras. Sejamos felizes.

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