sábado, 12 de maio de 2012
Mais amor-próprio, menos insegurança
Cena 1: Ele e ela fazem academias juntos. Sorrisos e olhares de um casal que se quer mais, mais, mais e mais. Ajuda ele a levantar o peso, depois ele enche a garrafa de água enquanto ela está na esteira. Tudo a mil maravilhas, até o momento em que chega uma desconhecida qualquer no recinto. Não tão uma qualquer assim: possui curvas encantadoras, quadril largos e uns olhos pretos que se percebe, e chama a atenção de longe. A menina sentiu-se incomodada, encarava-a com vontade. Com força. Veemência. Grudou no namorado, a partir de então, como quem não larga o osso. Só faltava rosnar. A mulher robusta, estava com a cabeça em outro lugar, não tinha sequer notado o seu namorado. A única coisa que ela pôde notar, que transpareceu no ar, foi ela: a insegurança, a própria.
Cena 2: Casal anda feliz na saída do clube em direção a um barzinho. Caminham de mãos dadas, conversa leve e apaixonada. Sem pressa, e nem pique. A menina, que saiu a pouco da faculdade, deseja chegar em casa o mais rápido possível para descansar e aliviar toda a tensão do dia que estava no fim. Cabelos ondulados, calça jeans escura e um salto. Como de praxe, passou rápida. Mas não tão rápida assim: a mulher apaixonada percebeu sua presença fugaz - e por que não, atrativa. A voz começa a ficar perturbada, afoita. O frio - que antes nem havia a incomodado- parece, agora, enrijecer a pele. Aperta a mão do companheiro com força, e ali, surge uma briga sem motivo, início e fim. A garota que a única intenção era chegar em casa logo, percebe aquela cena. E avista um dos motivos que rondam casais afora: a insegurança.
Não deveria existir para quem caminha de mãos dadas. Tão pouco pra quem divide uma tarde de sábado nebulosa lado a lado, e escolhe com charme o filme que irão assistir. Sinceramente, não acredito em um relacionamento em que a prioridade não seja confiança, confiança e mais confiança. Muito menos nos que não a colocam na base da pirâmide dos valores do relacionamento. Menina, se ele segura a sua mão, é porque é você que ele quer. Pode passar a menina mais gostosa, mais talentosa e mais inteligente do lado que ele nem vai notar. É você quem ele escolheu, com suas qualidades e defeitos, manias e vícios, e também, com seu talento - não é igual ao dela, mas é seu. E, por isso, você foi a escolhida. Mais amor próprio, menos insegurança, por favor. A velha estória de que, a liberdade em si, é a que prende o mais livre dos seres, é mais que comprovável, frente à ala masculina. Mas a gente sabe; a gente sente. Mas porque você insiste em achar que onde se tem mulher, ele não pode estar? Deixe-o livre, sem cobrar liberdade em troca. Empreste-o, vez em quando, para fazer programas masculinos. O sentimento que deve ser posto em levantamento é a saudade, e não a insegurança. Viajem um sem o outro, para que, quando se reverem, os mimos, o amor e a lealdade sejam maiores do que antes. Garanto-lhe: vai ser um fator altíssimo de renovação instantânea.
Questiono-me ainda: quem deve ficar desconcertada e trêmula é quem já foi contemplada por um companheiro que a ame, a respeite, e a única coisa que quer, é ela, o tempo todo, ou aquela menina solitária, sozinha na academia e que chega à noite, depois de um dia cansado, e a única companhia que possui é o seu próprio travesseiro? Pensem e repensem. Enquanto isso, aproveitem, amem, enalteçam as suas qualidades, que os defeitos serão irrisórios. E que nessas qualidades o amor-próprio sobressaía-se, e nos defeitos, a insegurança passe longe.
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